Criador do Swift fala sobre planos para os próximos 10 anos
São Francisco, 15 de dezembro de 2020. Na conferência anual Swift Summit, Chris Lattner, criador da linguagem de programação Swift e fundador do projeto, apresentou um ambicioso roadmap de desenvolvimento da tecnologia para a próxima década. Em seu discurso, ele destacou que a linguagem, originalmente criada para iOS e macOS, se prepara para expandir para o desenvolvimento server-side e embedded.
Lattner, que também é conhecido como autor do LLVM e Clang, afirmou que até 2030 o Swift deve ocupar até 15% do mercado de linguagens server-side, conquistando participação do Python e Go. "Estamos focados em performance — o Swift já é 2,5 vezes mais rápido que o Python em tarefas típicas de backend, e até 2025 planejamos alcançar paridade com C++ em cenários críticos", destacou.
Os principais pontos do plano incluem:
- Swift 6.0 (2022): Suporte completo a programação assíncrona (async/await), simplificando a criação de servidores de alta carga.
- Swift 7.0 (2024): Suporte nativo a computação distribuída e integração com Kubernetes.
- Swift 8.0 (2026): Modo de tempo real para dispositivos IoT — latência inferior a 1 ms.
- Swift 9.0 (2028): Criptografia resistente a quantum na biblioteca padrão.
Especialistas destacaram que o plano parece realista, considerando o ritmo atual de adoção. De acordo com a JetBrains, em 2020 o Swift já é usado por 12% dos desenvolvedores iOS para projetos server-side (via Vapor e Kitura). No entanto, como ressaltou a analista da IDC, Anna Kovaleva, "o principal desafio é a concorrência com Rust em programação de sistemas e com Kotlin em desenvolvimento mobile".
Lattner também anunciou um novo projeto — Swift Everywhere — um conjunto de ferramentas para conversão automática de código Objective-C para Swift, que deve acelerar a migração de projetos legados. "Até 2030, queremos que 90% do novo código para o ecossistema Apple seja escrito em Swift", resumiu.
Perguntado sobre monetização, o criador do Swift respondeu de forma evasiva, mas insinuou a possível criação de ferramentas corporativas pagas para a versão server-side da linguagem. O texto completo do relatório está disponível no site da Swift Foundation.