Introdução ao JSON e JavaScript
\nJSON (JavaScript Object Notation) é um formato leve de troca de dados que se tornou padrão para a comunicação entre cliente e servidor em aplicações web. Graças à sua simplicidade e legibilidade, o JSON é usado em toda parte: desde arquivos de configuração até requisições de API. Neste artigo, vamos entender como trabalhar com JSON no ambiente Node.js, dominar o parsing (conversão de string em objeto) e a serialização (conversão de objeto em string). O material é voltado para desenvolvedores iniciantes que já conhecem os fundamentos do JavaScript.
\n\nO que é JSON e para que serve?
\nJSON é um formato de texto baseado na sintaxe de objetos JavaScript. No entanto, JSON é apenas uma string que pode ser transmitida pela rede ou armazenada em um arquivo. Os principais tipos de dados em JSON são:
\n- \n
- Strings (entre aspas duplas) \n
- Números (inteiros e de ponto flutuante) \n
- Valores booleanos (true/false) \n
- null \n
- Arrays \n
- Objetos (chaves entre aspas duplas) \n
Exemplo de uma string JSON válida:
\n{\n "name": "Ana",\n "age": 28,\n "isStudent": false,\n "skills": ["JavaScript", "Node.js"],\n "address": null\n}\nAo contrário de um objeto JavaScript comum, o JSON exige uma sintaxe rigorosa: todas as chaves e valores de string devem estar entre aspas duplas, e comentários não são permitidos.
\n\nParsing de JSON: JSON.parse()
\nPara converter uma string JSON em um objeto JavaScript, usa-se o método JSON.parse(). Isso é necessário quando você recebe dados do servidor, lê um arquivo ou processa a entrada do usuário.
Exemplo básico de parsing
\nconst jsonString = '{"name": "João", "age": 30}';\nconst user = JSON.parse(jsonString);\nconsole.log(user.name); // João\nconsole.log(user.age); // 30\n\nParsing de array
\nconst jsonArray = '[1, 2, "três", true]';\nconst arr = JSON.parse(jsonArray);\nconsole.log(arr[2]); // três\n\nTratamento de erros de parsing
\nUm JSON inválido lançará uma exceção SyntaxError. Sempre use try...catch ao trabalhar com dados não confiáveis:
try {\n const invalid = '{"name": "Erro}';\n const result = JSON.parse(invalid);\n} catch (error) {\n console.error('Erro de parsing:', error.message);\n}\nVocê também pode passar um segundo argumento — uma função reviver, que permite transformar valores durante o parsing:
const json = '{"date": "2024-01-15", "count": "42"}';\nconst obj = JSON.parse(json, (key, value) => {\n if (key === 'date') return new Date(value);\n if (key === 'count') return Number(value);\n return value;\n});\nconsole.log(obj.date.getFullYear()); // 2024\nconsole.log(typeof obj.count); // number\n\nSerialização JSON: JSON.stringify()
\nO processo inverso — converter um objeto JavaScript em uma string JSON — é feito com JSON.stringify(). Isso é necessário para enviar dados ao servidor, salvar em um arquivo ou fazer logging.
Exemplo simples de serialização
\nconst user = {\n name: 'Maria',\n age: 25,\n isAdmin: true\n};\nconst json = JSON.stringify(user);\nconsole.log(json);\n// {"name":"Maria","age":25,"isAdmin":true}\n\nFormatação da saída
\nO método aceita três parâmetros: o valor, uma função de substituição (ou array de campos) e a quantidade de espaços para indentação:
\nconst data = {\n id: 1,\n title: 'Artigo',\n tags: ['js', 'json']\n};\n// Com indentação de 2 espaços\nconst prettyJson = JSON.stringify(data, null, 2);\nconsole.log(prettyJson);\n/* Saída:\n{\n "id": 1,\n "title": "Artigo",\n "tags": [\n "js",\n "json"\n ]\n}\n*/\n\nFiltragem de campos
\nO segundo parâmetro pode ser um array de chaves que devem ser incluídas no resultado:
\nconst user = {\n name: 'Pedro',\n password: 'secret12